Promessas matrimoniais
” Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade? Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica? Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar? Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela? Promete se deixar conhecer? Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor? Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda? Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros? Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina? Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja? Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros. “
Martha Medeiros
Deus pregou relacionamentos, e não regras
Miss Imperfeita – Martha Medeiros
‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’
PARA TODAS AS MULHERES MARAVILHOSAS QUE TRABALHAM, QUE BATALHAM, QUE LUTAM APENAS E EXCLUSIVAMENTE PARA SER FELIZ!
“Para mim, atualmente, companheirismo e lealdade são meio sinônimos de felicidade. Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido. Dei esse exemplo meio barra pesada de me matar….esquece, posso ligar para ver o nascer do sol no Ibirapuera às cinco da manhã. Já fiz isso, inclusive.”
Sobre Peixes e Crianças
Aula de artes. O tema era: O que você gostaria de ser?
Com aquela massa de argila na mão eu comecei a moldar já sabendo a forma final: um peixe.
Não ganhei estrela, ao contrário da maioria que levou para casa bonecos de terno, bonecos cinzas, bonecos bem- sucedidos. Bonecos com estrelas. E eu, que tinha caprichado tanto no peixe não entendi porque não podia ser um peixe-estrela. Corri (ou nadei?) o mais rápido que pude para casa.
Eu tinha dúvidas.
Minha mãe me falou que eu não entendi a lição. Que era para prestar mais atenção da próxima vez. Meu pai disse que eu deveria ter reparado no que meus amigos estavam fazendo e ter feito igual.
Mais dúvidas. Porque diabos não se pode querer ser um peixe?
Ter um mar inteiro para nadar livre, explorar, sem limite de fôlego.
O que há de errado nisso?
Minha irmã, quase 3 anos mais velha que eu, sorriu quando entrei no quarto, desolada, com um peixinho colorido e uma cabeça confusa. Abriu uma caixa de papelão e tirou de lá o passarinho de argila mais esclarecedor que eu já vi. Aquele passarinho amarelo me ensinou a maior lição da minha vida.
Ela me disse: – Reprima sua imaginação e sua vida ganhará dimensões de aquários e gaiolas.
Acredite na força das suas idéias e as pessoas certas entenderão a sua mensagem.
As crianças conhecem as respostas do mundo.
Os adultos é que fazem as perguntas erradas.
Vitória da História
Quando eu era criança na escola e comecei a ter aulas de história os fatos pareciam muito distantes, e na realidade eram mesmo! Os povos antigos, as guerras, os desastres, as grandes transformações econômicas, a (re)organização dos países mais importantes, a industrialização, os avanços da medicina e da tecnologia, todas aquelas questões abordadas em aula, que foram ao longo do tempo transformando as sociedades começavam a desenhar na minha cabeça o quanto eu não sabia nada sobre nada.
Eu era uma adolescente descobrindo que não viemos de Adão e Eva, como minha mãe me ensinara, que o mundo, pode não ter sido criado por Deus, e sim um meteóro que caíra neste planeta chamado Terra. Que haviamos passado por guerras, por transformações políticas, por falta de liberdade de expressão, e que chegamos naquele exato momento sobreviventes de uma sociedade dita Demorática!
Resolvi estudar a história mais profundamente, dado o fato de eu realmente não me dar bem com os números e sempre ser a pior aluna em Matemática, Quimica e Fisica!
Fui percebendo que as mudanças vinham acontecendo, e que a medida em que o mundo foi ganhando a agilidade dos meios de comunicação, a revolução tecnológica trouxe a história para dentro de nossas casas em tempo real.
Tá aí a minha grande paixão por trabalhar com comunicação!
Juntei a história com a Publicadade e descobri que eu poderia sim, aprender sem ter que decorar teorias e fórmulas.
Voltando o avanço da história, agora a gente agora vê os livros sendo escritos enquanto os fatos estão acontecendo mundo afora. Hoje é possível “presenciar” (via satélite) vários acontecimentos importantes da nossa história em tempo real, como os recentes: atentado do 11 de setembro, tsunami, e a invasão do Iraque… E eu fico muito feliz de ver (em tempo real) as coisas que eu sei que vão fazer parte um dia, dos livros e aulas de história daqui a alguns anos!
Eu fiz e faço parte da história desse mundo!
Boa sorte para o mundo!!!!

Ilustração do O Arqueiro de Bernard Cornwell, livro que estou lendo.
Sem nenhuma razão…
Mulher sem Razão
Saia dessa vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
E confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio
Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção
Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão
Nosso tempo é bom
E nós temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
(A. Calcanhoto)
Dance!
Dançamos porque temos o espirito bom…e a alma contagiada por amor, todos vocês poderão fazer como nós fazemos, mas entendam que melhor do que fazer o que fazemos, é ser como somos, amantes da vida, contagiados por uma verdade irreverente…mas somos assim interpretes do movimento corporal e da simetria naural entre o homem e a natureza. A minha natureza é a mesma que a sua: a busca pelo momento da felicidade, a busca por um momento ao lado da verdadeira felicidade!!!!
Querer x Precisar
Quantas vezes eu quis algo, mas quis de verdade, com tanta intensidade que não prestei atenção se eu realmente precisava daquilo?
Resposta? Muiiiiiiiiiiiitas!
Resultado? Decepções!
Sim, queremos muitas coisas na vida, no trabalho, no dia a dia, na vida sentimental… queremos ter alguem do nosso lado, um salário estrondoso, uma calça nova a cada semana, um sapato só pra sair aquele dia… e ai eu me pergunto: Preciso mesmo disso?
Mas quem disse que a cabeça anda na mesma sintonia que os sentimentos… e ai que cada vez que eu me deparo ‘querendo’ certas coisas, vem a razão e me pergunta Você precisa mesmo disso?
As vezes não é a razão, pois bem, pode ser uma amiga que me conheça fielmente e sabe o quanto eu adoro tirar os pezinhos do chão sem checar as asas… resultado, eu sempre me ferro! Mas quem disse que eu não posso também ser uma pessoa melhor e começar a medir mais os meus desejos e minhas necessidades… e é isso que eu tô fazendo: Medindo!
Meço o que falo, o que anseio, o que pretendo, o que sonho, o quanto ando pra frente e para trás… a fitinha métrica da razão anda bem coladinha em mim, tudo bem que as vezes eu a esqueço em casa, mas que mal há, posso ser humana-errada as vezes também!
Pois é Regiane, no final das contas, venho eu com a velha frase clichê na frente do espelho: Isso que dá querer sem saber se pode ter!
Me haces bien
Me faz bem acordar de bom humor…
Me faz bem ter com o que me preocupar, seja bom ou ruim…
Me faz bem ter a certeza de que nada esta perdido…
Me faz bem ter amigos, ter histórias com esses amigos, ter eles para compartilhar a minha vida…
Me faz bem uma cervejinha no final de tarde só pra ficar pensando melhor…
Me faz bem academia de vez em quando, pra ver o quanto posso superar minha preguiça…
Me faz bem ter desejos estranhos e ver que eles não eram tão estranhos assim…
Me faz bem sentir aquele frio na barriga, as borboletas voando no estômago…
Me faz bem me sentir bonita, me arrumar para sair, me maquiar, me ‘gostar’…
Me faz bem conversas no MSN nada convencionais…
Me faz bem andar sentindo o ventinho da primavera no rosto…
Me faz bem usar sandalia, usar chinelo, usar nada, descalça…
Me faz bem gozar, gozar da vida…
Me faz bem carinho nas costas, beijo na nuca, mão na cintura…
Me faz bem escrever, ler e escrever denovo…
Me faz bem isso daqui!
Vontade é coisa que dá e passa…
Estava com vontade de vir até aqui e escrever sobre algo que vem perturbanco minha mente, tirando meu sono, secando minha boca…
Mas não é que a danada da minha cabeça não consegue relatar um pensamento qualquer???
Volto outro dia com mais paciencia…
Beijomebipa!