Onde só não me sinto sozinha…

27/05/2008 at 12:31 am (Uncategorized)

Ao som de “Simples Desejo”, música de Luciana Melo (aquela, irmã do Jairzinho, filha de Jair Rodrigues), fiquei pensando na vida, aquela vida que vivemos quando estamos nas nuvens do pensamento, aquela vida em que vivemos durante às 24hs do dia, a vida no presente.
Sabe aquela hora em meio a correria, em que paramos para fazer algo que não depende de nós, pois é, eram mais ou menos 12:00hs da tarde, eu indo encontrar uma amiga para descer para Ubatuba, e a música começou a tocar no rádio, eu simplesmente parei, fiquei cega e muda, somente digerindo os acordes… puxa como estava tudo tão simples, assim como o título da música diz, um “simples desejo”, que não está sempre ao nosso alcance, como quero que o dia termine muito bem.
Em meio a problemas, chateações, turbulências, esperamos que o final do dia nos proporcione e nos alimente do mais puro momento de relaxamento, para que no próximo estejamos prontos para uma nova empreitada.
Putz, esses dias não tem sido muito legal pra mim… sabe aqueles dias que vocâ acorda, olha para os lados, ouve o tic tac do relógio e sente vontade de voltar para a cama, fechar os olhos e não pensar em nada, pois é, estou assim.
É uma fraqueza contida, cada minuto “engessado” seguinte é como se fosse uma tortura… olho para traz, vejo as lembranças do passado, e sinto que consegui muito pouco diante da minha gana por grandes conquistas, vejo tudo que passei e estaciono no presente como se estivesse sido derrotada pela constância do tempo.
Tento reagir, reluto, mas não vejo um fututo certo, não consigo avistar a luz ao final do túnel, daí me recolho, me acomodo na rotina do meu presente, e deixo que os dias corram, deixo que eles passem sem fazer parte das suas 24hs com intensidade, e assim vou me perdendo nas esquinas obscuras das minhas inquietações, na realidade vou perdendo minha verdadeira identidade, quem sou ou quem eu poderia ser.
Sonhamos tanto, planejamos, traçamos objetivos, mas quando em partes chegamos na “reta final” você se vê num beco, onde não existem muitas saídas, é como se perdessêmos de nós mesmos, não sabemos para onde correr ao certo, são feitas as escolhas, o plano de ação, mas na hora de colocar a atitude em prática, congelo meu agir… que loucura, mas acho que não sou a única com esses pensamentos mirabolantes e desconexos, não são somente as nuvens do meu pensamento que pairam no meu dia a dia com essas dúvidas do existir e agir.
Mas, embora me sinta assim, procuro sempre estar sorrindo, não sei se procuro estar mascarada, mas é que as pessoas que estão a minha volta não precisam ficar com essa metade ruim de mim cheia de interrogações, desencontros e fraquezas, até porque com essas mesmas pessoas procuro esquecer essa metade mesmo que momentaneamente, ou seja, é uma maneira de fazer com que meu dia termine bem, pois hoje e sempre o meu simples desejo é que o dia termine muito bem!!!!!

Link Permanente Deixe um comentário

Tudo novo, denovo!

19/05/2008 at 11:13 pm (Uncategorized)

“Eu sempre acreditei muito em nós dois
Primeiro em você, depois em mim… Éramos nós
Eu sempre quis fazer a minha parte
Mas você não faz mais parte
Da metade de nós dois”

_________________________________________________

Existem dois remédios que curam qualquer mal: o tempo e o silêncio, as nossas cicatrizes têm o poder de nos recordar que o passado foi real.

Tudo novo…denovo!

Link Permanente Deixe um comentário

Vai lá de coração…

14/05/2008 at 5:25 pm (Uncategorized)

Em algum momento da vida a gente escolhe. Eu não me lembro exatamente quando eu torci por algum time quando era criança, tem gente que até diz que UM DIA fui Corinthiana (aliás quem nunca errou uma vez nada vida que atire a primeira pedra). Quando se é criança, você não pode escolher muita coisa, o que vestir, o que comer, aonde ir… mas a primeira sensação de liberdade que se tem, é de escolher seu time. Sempre tem um tio insistindo pra um lado, o pai pro outro, um avô pro outro. Eu me lembro, de ver meu pai sentado na frente da TV torcendo por um time de camisa verde, ele gritava e vibrava com cada movimento que acontecia…pra falar a verdade, eu nunca fui muito ligada a futebol, muito menos passar quase duas horas na frente da TV vendo um bando de maluco correndo de um lado para o outro sem entender nem o por que.
Há algum tempo eu comecei a entender o que o meu pai sentia quando, nas tardes de domingo até agüentava minha mãe reclamar da voz do Galvão Bueno e que nem se importava em ser o único naquela casa assistir um jogo de futebol, casa de um homem só é assim, nem eu, nem minha mãe, e muito menos minha irmã nunca tínhamos sentado sequer do lado dele pra assistir uma partida do time que ele tanto se orgulhava, e muitas vezes não. Quantas vezes dormiu sentado, porque o jogo não estava lá “muito interessante”, ou mesmo porque isso já é um hábito dele mesmo.. que até hoje não entendo, dormir sentado!
Pisar num estádio de futebol, assistir um jogo da arquibancada, com milhares de pessoas a sua volta que você nunca viu na vida, abraçar aquela pessoa do seu lado com a maior felicidade do mundo, como se vocês se conhecessem a anos, cantar e decorar as músicas, as batidas de palmas, os abaixa e levanta… acho que isso é aprender a torcer, quem nunca foi a um estádio, digo sem piscar, nunca torceu de verdade!
Sabe, torcer é mesmo engraçado. Minha mãe sempre diz: menina, não fica nervosa… eles não vão pagar suas contas. Não pagam mesmo, e olha que ganhar pra isso, eles ganham, bem que poderiam mas não é esse o espírito do futebol . Mas mesmo assim… a gente paga pra sofrer, pra se agoniar… gasta dinheiro com camisa, jogos, gasta com os lanches de pernil na frente do estado que custa quase um MC, gasta horas em filas, em frente à TV, gasta os nervos, gasta apostas… e quer saber? Tudo vale a pena. Você faz todos os esforços, esperando um único dia… o dia de soltar aquele grito, preso, seco e fulgás na garganta: é campeão. Ai você faz a festa, pula, pula bem alto… dribla bloqueio policial pra chega aonde o povo tá! Porque nada como estar no meio de quem sofreu como você, de quem ama tudo isso do mesmo jeitinho que você ama, desde pequeno, desde grande desde sempre e para sempre.
Como é engraçado… você chora! Chora nas derrotas, e chora nas vitórias… bobeira? não. Não é bobeira… é paixão! Seu time é aquela primeira escolha que você fez na vida, lembra? Seu time é aquele olhar apaixonado para o jornal nas bancas. Ele te acompanha, desde sempre, é parte de você… é um carimbo no peito que não pode ser apagado jamais. Coitado de quem não tem time, não liga pra futebol… eles podem economizar muita paciência, tempo e dinheiro, concordo… mas estão deixando para trás muita alegria, emoção e história. Imagina… as pessoas gastam fortunas em livro de auto-ajuda, enquanto a gente aprende com o nosso goleiro que das derrotas às vitórias, desistir não é o certo, e o grande segredo é acreditar… a gente aprende com um técnico, que a competência não precisa ser hipócrita nem humilde, porque ela fala por si só… a gente aprende com um artilheiro, que dinheiro não é tudo, e compartilhar-lo é possível para demonstrar que a união vale mais que qualquer real… a gente aprende que aparência não é tudo, e promessas alimentam a alma, mas vitórias inflam o coração… a gente aprende que passe 1 ano ou mais… o grito de campeão e a alegria no coração é a mesma.

Ai eu te pergunto, você escolheu bem? Porque eu, não tenho dúvidas.

Como eu te amo tricolor, como eu te amo demais

Link Permanente 1 Comentário

13/05/2008 at 12:32 am (Uncategorized)

Conta uma lenda dos Índios Sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram: – Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre junto, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer? E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse-lhes : – Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva! Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão. No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido. – E agora, o que faremos? – os jovens perguntaram. – Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro.Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar. Então o velho disse: – Jamais esqueçam do que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiver amarrado um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas. Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais.Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas. A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.

* to aprendendo muito com essa tal de liberdade….

Link Permanente Deixe um comentário

07/05/2008 at 7:51 pm (Uncategorized)

(…) Você esta dentro de um quarto acompanhado de alguém, de repente um som vindo da porta, como se alguém estivesse a bater fortemente, querendo entrar. Você olha para a pessoa a seu lado e o olhar inquisidor lhe pergunta se você quer mesmo abrir a porta. Você vacila alguns minutos. O toque não pára e cada vez parece bater mais forte. “Preciso tomar uma atitude!”, você pensa. E num gesto rápido você levanta-se e vai até a porta ver quem é. Para sua surpresa e fascínio é a liberdade que esta ali do outro lado. Sua casa é pequena para comportá-la ali dentro. “O que fazer?”, você calcula. Mas já é tarde, a porta esta aberta e a liberdade já entrou. Você volta para o quarto e vê que quem estava ao seu lado foi embora. Você esta só. Você e a liberdade! O que fazer com ela? Tudo aquilo que você não podia fazer antes? Dar uma festa e chamar os amigos? Construir o seu castelo novamente, desta vez com mais cuidado? Não! Você deita na cama – sozinho – e deseja ouvir alguém bater na porta novamente, e espera ser quem estava deitada ali antes daquele toque, quando a liberdade veio lhe acordar e lhe provocar.

Fui!!!

Link Permanente 1 Comentário

Equilibrio.muito equilibrio.

01/05/2008 at 2:19 am (Uncategorized)

De onde será que vem a humanidade das pessoas? O caráter,o respeito pelo próxima e a sinceridade…Indole? Acredito que não seja tudo. A simples maneira de se levar a vida pensando em si mesmo, sem que essa maneira torne-se individualista demais, sem que se viva de olhos fechados para o mundo e para a realidade. Mas essa maneira de se levar a vida pensando mais em si mesmo pode ser encontrada em um equilibrio pessoal. Este equilibrio pessoal não trata-se apenas de si mesmo, sim, o nome é contraditório diante da prática, este equilibrio trata-se também das pessoas que fazem parte da nossa alma, pessoas de valores enormes e que realmente nos importam. E devemos ter consciência que essas pessoas são poucas, diante de nossos olhos há inumeras pessoas, em nosso cotidiano também, porém as que realmente importam não estão nos nossos olhos e nem em nossa frente, e sim escondidas em nosso coração e dentro da alma.

“Cada escolha que fazemos, decepcionamos alguém… Só temos que ter cuidado para não decepcionar as pessoas erradas!”

Link Permanente Deixe um comentário