A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.

26/01/2008 at 8:43 pm (Uncategorized)

Espero que a vida me mostre o caminho certo.
Me leve ao puro, ao delirante, ao entorpecente.
Me faça levitar nesse mundo onde não se consegue nem mesmo respirar.
Quero ir até o céu com os pés no chão, quero tocar as estrelas, quero admirar a lua, assim cara-a-cara.
Quero rir do que já passou, quero conquistar o infinito, quero a felicidade por completo.
Quero a brisa do mar, quero rolar na areia.
Quero esquecer o que me fez mal, deixar pra lá as paixões mal resolvidas;
Ser compreensível com teus problemas, mas dar mais valor para os meus.
Quero poder sorrir; por dentro e por fora.
Quero cantarolar até não conseguir mais escutar minha própria voz.
Quero mudar toda a rotina, quero quebrar o certo, quero sair por ai destruindo, apavorando, derrubando, detonando, TODOS os limites.
Quero me superar, quero ir mais longe, quero ver que eu sou ainda mais capaz.
Quero surpreender, quero te deixar estático(a), sem palavras.
Quero oferecer sorrisos mil.
Quero crer em Deus, e que também ele creia em mim.
Quero ficar velhinha, sentar na cadeira de balanço, e rir sozinha de tudo o que aprontei.
Quero viver cada segundo estonteantemente como se fosse o primeiro.
Quero me sentir exausta, sem forças, enfraquecida, mas ter a certeza de que VALEU A PENA!

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"Já sei namorar, já sei beijar de língua, agora só me resta sonhar…"

22/01/2008 at 1:16 am (Uncategorized)

Definições a parte, namorar é uma delicia… Estar pertinho, sentir o cheiro, querer beijar e beijar aquela boca desejada, matar a saudade em pensamentos, com beijos planejados, beijos desejados…

Estar enamorada nos faz pessoas melhores. Passamos a ver tudo pelo ângulo mais otimista, grandes problemas passam a ser simples percalços… Queremos consertar tudo: o vício antigo, os nossos defeitos, o mundo…

Agora, cá entre nós, o melhor mesmo é adolescer, ficar boba… Apelidos carinhosos, voz infantilizada, fazer beicinho, escrever poemas, prestar atenção em cada música que toca (incrível como tem frases “perfeitas”..rs), rir sozinha a uma simples lembrança…

É saber ouvir, é poder falar, é poder contar com a pessoa, é poder dividir todos os seus lados, até aqueles dos quais a gente não se orgulha muito…

É amizade, é carinho, é confiança, é tesão e muito beijo na boca…

Enfim, namorar é muito bom, mas se sentir enamorada põe colorido na vida…

E cá entre nós eu amo as cores…

Sentimental ao extremo!!!

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Eu sei mas não devia…

17/01/2008 at 5:01 pm (Uncategorized)

Eu li esse texto no dia de Natal, eu, que não consigo me acostumar com as coisas rotineiras do dia-a-dia, que vivo em um conflito constante sobre o meu inconstante estado de humor e o modo que enchergo as coisas do lado de fora da janela achei que ele seria perfeito para o dia de hoje.. inconstante.. montanha russa como sempre!

=/

Regiane Del Comuni

Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra.

E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.

E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

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Momentos….

14/01/2008 at 3:20 pm (Uncategorized)

Este é o momento de conversar com as estrelas;
Pedir ajuda aos anjos;
Buscar no mar a energia que preciso pra continuar;
Deixar que o vento leve o medo eas inseguranças;
Deixar que a luz do sol ilumine meus pensamentos e quando chegar a escuridão que eu possa dormir em paz;
Em tempos de tempestade, que eu tenha maturidade, paciência e perseverança;
É a hora de prestar atenção na natureza;
Agradecer a deus;
Escutar a voz do meu coração;
E, por mais quetudo pareça impossível que eu continue a sonhar;
Que eu continue a amar, a perdoar;
Que eu continue tendo motivos para não desistir nunca.
É hora deser forte e saber que meu pensamento tem o poder de transformação;
É hora derecomeçar;
É hora de acreditar em minhas conquistas;
de buscar evolução espiritual;
de transcender;
de saber que o que é puro e terno levarei para a eternidade.
Que o tempo passe e eu nunca esqueça.
Enquanto sentir o cheiro das flores, continuarei sonhando e a esperança iluminará meu ser


Regiane Del Comuni,

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365 dias. 8.760 horas. 525.600 minutos. 31.536.000 segundos. e assim vai. e assim foi…

10/01/2008 at 12:37 pm (Uncategorized)

Fim de ano, como todo ano eu escrevo uma reflexão anual
Aqui estou….Corajosa, se achava forte e se via de um jeito embativel, ironicamente o conto de fadas de vaga historinha clichê tomou seu gran finalle nesse ano de 2007, mostrando a dramacidade do lado o qual se desconhecia, a vulnerabilidade.
Quando a dor batia, a sua porta, era ignorada…
Porque sofrer se você é forte?
Então em um dia de outono, a deixei entrar, de um modo perfurante
Masoquista, ela?
De jeito nenhum, apenas tinha um lado em êxito que não conhecia, e nem sabia ter
Era um medo, um medo que se mascarava de força
Um medo que não se permitia viver, e se eu negava ter
O ano pesou, testou a de todas as formas imagináveis e questionou sua força, e no meio desses parâmetros ideológicos, me permiti ser.
Na inquietação do verdadeiro viver e não apenas existir, existiam essas facetas que nunca tinham sido trabalhadas, e eu as deixei entrar pela primeira vez.
Isso custou me, o quanto foi dolorido passar dias tentando intender minha própria psicologia. Nascendo do que se assemelha ao espaço, uma parte desconhecia, uma parte que gostava do silencio e de utopias.
A verdade oculta de tudo isso é que eu me fechei e bloqueie, desacreditei do mundo e das pessoas, raiando o dia da assombrosa percepção do querer ser grande, a maioria das pessoas continuavam em seus respectivos lugares e não possuíam perspectiva de mudança, e isso me feriu me fez questionar o porque do crescer
Por que querer crescer, se ficaria sozinha?
Eu olhava pra baixo, e via que quase ninguém enfrentava sua própria prisão mental, então a superioridade chega a cabeça e como toda superioridade, ela estava acima do que se devia estar.
Era o inicio de inúmeras revoltas, dessa minha constante briga com esse mundo de quase.
O mundo dos quase-amigos, dos quase-amores, dos quase-sentimentos, dos quase –valores. (o mundo que não me satisfaz.)
Esse mundo onde cada um vive com sua própria verdade absoluta e foda-se o resto.
Eu vejo o quanto eu valorizo os sentimentos, e o quando as pessoas os descartam.
Tambem vejo aonde minha postura me levou, e aonde a postura alheia os levam.
Esse mundo vive numa grande ressaca, uma preguiça que todo mundo tem contra o auto conhecimento banalizando toda a verdadeira essência do ser humano e ficando dentro desse casulo carente de luz solar.
Niilista (ela), deseja que os habitantes do mundo busquem o mesmo que ela, para poder acordar e acreditar na mudança …
Mas sou uma sonhadora, cada um possui seus próprios âmbitos.
Para um equilíbrio é necessário um desequilíbrio.
E digo com todas as palavras e acentos , devo completamente tudo o que eu sou graças essa minha imensa curiosidade e paixão em relação aos mistérios do mundo e em relação aos mistérios humanos.
No livro o Mundo de Sofia fica bem claro, que quando as pessoas se acostumam com o que elas vêem elas abandonaram sua própria essência e viraram os cegos da massa massificada.
Eu sinto na pele o quando os grandes questionamentos e a grande observação, criam o olhar apurado
Eu devo todo o meu talento profissional e pessoal a todo minuto que eu gastei analisando, por muitas vezes eu senti raiva de mim, eu não conseguia parar de pensar, tenho sim minha doença o qual denominam hiperativismo mental
Graças a essa peculiar característica que hoje eu sei o poder das palavras
As palavras formam pensamentos, pensamentos formam idéias, e idéias mudam o mundo.
E toda essa sensibilidade acumulada, de praticamente um ano inteiro, me fez me sentir deslocada
Mas já não tenho mais medo do deslocamento, as vezes as pessoas se viram pra mim e me perguntam nossa como você sabe disso?, como você fez isso? e etc…
E eu fico feliz de saber a resposta.
Todo mundo tem a mesma capacidade mental, mas alguns afloram e outros não.
E essa é a verdadeira diferença, aliais a única coisa que realmente faz a diferença.
Mas ainda é cedo, e eu ainda tenho uma longa jornada para trilhar
A jornada fruto dos que querem continuar, e que não deixaram a dor os empacar
De quem acredita amar, mesmo depois de se machucar
Todo dia existe uma chance nova, de se revirar o jogo
Termino o ano madura, o tempo me educou o caminho e me deu maturidade suficiente para compreender que era escolhacerta
E assim se continua..
Em caminhos, caminhos inerentes ao homem e indiscritíveis a todos aqueles que continuam nas nuances do caminhar, caminhar, caminhar….
Acho curioso que acabei de ver minha sorte no orkut,
Sorte de hoje: Conhecimento é a única virtude e ignorância é o único vício
Feliz 2008!
Regiane Del Comuni ,

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